quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Dicas para concursos : por onde começar? Parte 2

Vou falar ainda um pouco sobre fazer ou não fazer cursinho, em um post posterior, mas digo desde já: o cursinho não vai te dar tempo para absorver o conhecimento, como a graduação faz. Lá, é tudo goela abaixo, é como fazer foie gras e, adivinhe, você não é o consumidor, é o ganso. Colocam um funil na sua boca e vão enfiando conhecimento até o seu cérebro inchar. Se você absorveu ou não, é problema seu. Então, se você acha que a graduação é só um caminho necessário entre o 2º grau e o concurso, acredite, você vai se arrepender amargamente.

Bom, mas e se, para mim, já for tarde. Fiz uma péssima graduação, agora já estou no cursinho há 2 anos e não consigo nada. Pois é. Se você não foi exatamente um aluno responsável na graduação, terá que caminhar sozinho depois. O cursinho ajuda, mas o que você terá mesmo que fazer é estudar sozinho, porque o cursinho sempre vai pressupor certos conhecimentos, que você talvez não tenha. Então, minha dica é: comece com aquilo que você sabe menos.

Aliás, essa é uma dica para todos. As pessoas costumam estudar mais aquilo que têm facilidade. Como os concursos exigem conhecimentos gerais, não adianta nada você ser expert em uma matéria e não saber nada da outra, pois sua média final vai ser 5 (10+0/2). E com 5 não dá para passar.

Muito bem, comece com o que você sabe menos. Pegue um manual de sua preferência naquela matéria e leia tão profundamente quanto possível, sem pular nada (parte histórica etc). Tenha a certeza, ao final de cada página, que, se o que você está lendo cair, você sabe responder. Para isso, é preciso achar um método de memorização, tema que abordarei depois. Mas o importante é: faça uma boa graduação e comece sempre a estudar pelo que você sabe menos. E estude tendo certeza que você está absorvendo o conhecimento, sem se preocupar com o número de páginas que leu em um dia.

Concursos de qualquer curso superior: o problema desses casos, notadamente de fiscal, é que a gama de conhecimentos cobrada é muito grande: direito, administração, economia, ciências contábeis etc. Me parece que o melhor, se você não é de nenhuma dessas áreas, é fazer um desses cursos. Afinal, você já vai eliminar algumas matérias. Aprendê-las só no cursinho, sem entender a lógica daquela ciência, me parece muito difícil, pois você só vai contar com uma ferramenta: decorar. Fora isso, reitero as dicas do item anterior.

Concursos de nível médio: confesso que sou do tempo do 2º grau, então tenho uma certa dificuldade de falar nível médio. Nesses concursos, infelizmente, quase tudo é decoreba. Como eles exigem nível médio, mas cobram conhecimentos que as pessoas só aprendem no nível superior, a única solução é exigir a letra da lei. Dificilmente sai disso. Então, aqui, eu começaria pelo português, que cai em todos esses concursos. Estude português pra valer (aliás, pra é monossílabo átono, não tendo acendo, embora muita gente coloque). Depois, você vai ter que descobrir um método de memorização que funcione para você. Tratarei desses métodos em um próximo post.

5 comentários:

  1. Edilson descobri por acaso seu blog, muito legal seus toques! Parabéns.

    Marcelo

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  2. É o blog de um Procurador da República, dispenso qualquer comentário. Só tenho a elogiar as poucas dicas que li, por enquanto, e digo que vi dicas inovadoras. Pretendo acomnpanhar este blog de perto.
    Abraço a todos!

    Rômulo Fróis

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  3. Adorei as dicas ... Descobri o blog por acaso, e estou me surpreendendo com cada matérias ... Parabéns !!!!!
    Daniela

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  4. Concordo com vocês,sempre pensei que estudar por mais de três horas diárias era bobeira,não atinge a qualidade.Então digo que tenho praticamente as mesmas dúvidas do autor quanto a jornada de trabalho e estudo,se vou conseguir ou não,mas a fé é a esperança infinita....quem acredita sempre alcança...

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  5. Eu descobri seu blog quando fazia pesquisa sobre bibliografia par concursos. Gostaria de aproveitar para pedir uma dica de bibliografia para direitos humanos. Gostei bastante!

    Grata desde já pela resposta.

    Aline Fulgencio

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