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domingo, 15 de dezembro de 2013

Resultado da 2ª etapa do concurso do MPF

Essa semana tivemos o resultado da prova aberta do 27º concurso para Procurador da República. Foram 79 aprovados e está correndo o prazo recursal. O resultado ficou dentro do previsto. O número de vagas abertas até então é um pouco menor do que isso e o número é compatível com o que tivemos nos dois concursos anteriores. Pelos contatos que já tive com os candidatos, os grupos 2 e 3 foram os que mais causaram problemas, em razão do rigor da correção. Quanto ao G3, vou me permitir reproduzir o elogio que recebi de um candidato aprovado: 

recebi a feliz notícia de que fui aprovado na prova discursiva e vou para a prova oral do 27 CPR. Devo muito ao senhor, por sinal, pois o parecer do GIII foi esmiuçado pelo senhor na aula sobre Quilombolas (caso da Ilha da Marambaia/RJ).

De fato, tanto quem assistiu minha aula, quanto quem leu meu livro Estatuto da Igualdade Racial e Comunidades Quilombolas (especialmente páginas 236 a 243), tinha lá, prontinha, a tese principal do caso, que é o julgado do STJ relativo à Ilha da Marambaia. Não preciso dizer que fiquei muito feliz com isso. 

Para quem não passou, eu recomendo que recorram. Recorrer é de graça e o MPF tradicionalmente dá provimento em alguns recursos na segunda etapa (embora poucos). Para quem passou, é hora de pensar na inscrição definitiva (vale a pena dar uma conferida no post  A bíblia dos três anos de atividade jurídica), e, é claro, começar a preparação para a prova oral. Tal como nos dois concursos anteriores, ministrarei o curso para essa etapa em parceria com o Verbo Jurídico. Estamos planejando a primeira turma para o dia 18 de janeiro, uma vez que, quanto mais cedo for o curso, mais tempo o candidato tem para praticar as dicas. Quem tiver interesse, pode mandar um e-mail para daniel@verbojuridico.com.br ou ligar (51) 8142-3797. 

Farei também mais algumas postagens de dicas para a prova oral. Quem quiser, pode ler as que já estão disponíveis no blog para começar a entrar no clima.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Pós prova e confirmação do curso para a prova oral

Passou a primeira etapa do MPF. Para o bem ou para o mal, passou. Agora é hora de relaxar um pouco e aguardar a divulgação do gabarito. Hoje li uma mensagem que recebi por e-mail, de uma candidata que prestou o concurso, que acho que representa muito bem tudo o que eu penso sobre trilhar um caminho saudável no rumo da aprovação. Peço licença para transcrever.

Professor, obrigada pelas dicas. Ri muito com a passagem do piquenique na prova. Quanto a estudar ou não na véspera, não terei escolha. Felizmente ou infelizmente, amanhã eu tenho outra prova, terceira fase do Mp Rj. Estava pensando em não ir para ficar estudando, mas vou. Não estudei especificamente para a prova estadual, já que há examinadores com entendimentos muito minoritários e não é o que eu quero para minha vida. Meu tempo pra estudar é  curto porque trabalho muito. Passei os últimos dias de férias e dormindo pouco. Mas consegui cumprir quase tudo do edital. Suas aulas sobre os índios ajudaram muito, assim como as dicas do blog. Procurei seguir todas. Estou bem calma para as provas mas não sei se o que estudei será suficiente. No último eu perdi no grupo de internacional, e dessa vez estudei muito essa parte. Estou com medo dos grupos 3 e 4 mas espero sinceramente participar do próximo curso que o Sr for dar para a prova oral do MPF. Obrigada por tudo e torce por mim. Não vejo a hora de começar a trabalhar como Procuradora da República. Há muita coisa boa para ser feita no Brasil e no mundo e o MPF é um grande canal de convergência de boas ações. A cada dia que passa eu me sinto mais feliz por ter oportunidade de estudar tudo que cai nesse concurso. São temas lindos, que só geram mais ânimo para continuar estudando.  Obrigada.

A mensagem representa, em primeiro lugar, o espírito que deve ter um candidato que se dirige a uma prova: a alegria de aprender cada vez mais a cada concurso, mesmo enfrentando experiências adversas anteriores. A insegurança natural de quem se prepara, mas sabe que está indo fazer a prova mais difícil do país. Além disso, a história demonstra várias afirmações que já fiz aqui no blog:

1. É possível e desejável conciliar concursos diferentes, elegendo um como foco, mas não deixando de fazer outras provas.

2. É possível estudar e trabalhar, e ainda obter bons resultados.

Mas o mais importante, e o mais bonito que achei na mensagem é a necessidade de se ver a carreira para a qual se candidata como um ideal. Não um ideal de salário, de estabilidade na vida ou de um "servicinho tranquilo". É o ideal de ingressar numa carreira para se buscar fazer a diferença em um país tão pobre, em que a população, mesmo a mais pobre, paga tantos impostos também para sustentar os ótimos salários pagos aos aprovados em concurso público.

Na era dos concurseiros, é sempre bom reforçar o idealismo.

Torço muito para que minha leitora e todos os meus outros leitores estejam no meu próximo curso para a prova oral. Por hora, para aqueles que já estão aprovados no 25º, está confirmado o curso, nos dias 10 e 11 de fevereiro, em São Paulo. Segundo me disseram no Verbo Jurídico, restam poucas vagas. Espero vê-los lá. Passada a primeira etapa, voltarei a postar dicas para a prova oral.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Curso para a prova oral do MPF

Tenho andado, nos últimos dias, atormentado sobre as dicas para a prova oral. O assunto, ao contrário da maioria, me agrada muito. Fui o 1º colocado na prova oral do TRF4 e o 2º na prova oral do MPF. Mesmo correndo o risco do trocadilho, posso afirmar que gosto de prova oral. Me sinto bem. E estou fazendo o possível para resumir o que penso e converter em dicas para serem postadas aqui. Mas isso não é tão fácil como parece. Prova oral é uma coisa muito subjetiva. Eu poderia escrever muito e, ainda assim, não me fazer entender. Parafraseando o Ministro Fux, em um dos argumentos mais absurdos que já vi no STF (e olha que a competição é brava!), prova oral não é uma coisa que se ensina, é uma coisa que se sente (Fux falou isso sobre fazer justiça). É preciso transmitir uma vivência, e isso não é fácil. Então, vou postar as dicas aqui, mas aceitei o convite do Verbo Jurídico para dar um curso presencial sobre isso.

Sei que muitos têm resistência a esse tipo de curso. Eu fiz um, no Rio de Janeiro, antes da minha prova oral. Foi um charlatanismo total. Ninguém que estava ali nunca tinha feito prova oral, e achavam que orientações genéricas sobre oratória iam ajudar alguma coisa. Isso é besteira. Como o MPF não tem prova de tribuna, não adianta nada ficar treinando discursos. A situação é completamente diferente.

Por outro lado, fiz um curso pela ESMAFE/PR, para o TRF4, coordenado pelo Des. Vladimir Passos, que depois veio a honrar-me com sua amizade. Esse foi excepcional. Desembargador Vladimir presidiu a banca durante vários concursos, de modo que ele sabia o que estava fazendo. Embora tenha sido apenas 20 minutos de prova simulada (com 5 examinadores) e depois mais 10 minutos de conversa dom Dr. Vladimir, foi excepcional. Até sorteio de ponto teve.

Foi com essa experiência, de um curso péssimo e outro excelente, que preparei o curso que será oferecido pelo verbo jurídico. Os diferenciais principais são dois. O primeiro é que eu efetivamente vivi o que o aluno vai passar. Não estou oferecendo algo que não sei fazer por mim mesmo. O segundo é que cada aluno terá um momento em que será atendido individualmente por mim, e poderá fazer um pequeno simulado de prova oral, ser avaliado e depois tirar suas dúvidas pessoais, sem o contrangimento (que alguns têm) de falar perante a turma.

Planejei bastante esse curso e confesso que não foi fácil. A programação que pretendo desenvolver é a seguinte:

1º Encontro
: exposição geral acerca da prova oral. Duração: 3 horas

1 – O que é verdadeiramente avaliado em uma prova oral?
2 – Como se preparar para a prova oral
2.1 O que estudar faltando 2-3 meses.
2.2 O que estudar faltando 1 mês.
2.3 O que estudar na última semana
2.4 Estudar na véspera?
3 – Como se preparar psicologicamente para a prova oral
3.1 Chegar a Brasília com antecedência?
3.2 Onde se hospedar?
3.3 Como chegar ao local de prova
3.4 O sono na noite anterior
3.5 Medicamentos
3.6 Aguardando sua vez
4 – Como se vestir para a prova oral
5 – Onde e como é a prova oral do MPF: local, sorteio de pontos, disposição dos examinadores, ordem de convocação dos alunos.
6 – Quem são os examinadores: o perfil de cada um. Quais os mais fáceis e os mais exigentes
7 – Como se portar no momento do exame: forma de se assentar (posição das pernas e da cadeira), de se dirigir ao examinador, de controlar o microfone, para onde olhar, como lidar com o paletó;
8 – Como formular suas respostas:
8.1 O que fazer se você sabe
8.2 O que fazer se você não sabe ou tem dúvidas
8.3 O que fazer se você não sabe nada 
9 – Colocação da voz: o problema dos vícios de linguagem o do sotaque. Como limpar a voz antes da prova. Os problemas extras dos fumantes. Tomar água durante o exame?
10 – Gestos durante a prova oral e os vícios gestuais.
11 – Esclarecimento de dúvidas

2º Encontro
: simulação de prova coletiva. Duração: 3 horas

1 – Continuação ou retomada de algum dos pontos do encontro anterior, caso existam dúvidas ou pendências.
2 – O conteúdo da prova oral: pontos críticos para o 25º concurso do MPF
3 – Simulação da prova oral de modo coletivo, com a realização de uma pequena arguição pelo professor, a cada um dos alunos, na presença dos demais. Análise e avaliação da prova pelo grupo.
4 – Caso ainda haja tempo, os alunos serão divididos em duplas, alternando a função de examinador e candidato, sob a orientação do professor.

3º Encontro: atendimento individualizado. Duração: aproximadamente 4 horas

Cada aluno será atendido individualmente pelo professor, em um encontro de 15 minutos, composto das seguintes fases:
1 – arguição simulada pelo professor
2 – comentários sobre a performance do aluno
3 – esclarecimento de dúvidas individuais que o aluno queira apresentar.  

O curso ocorrerá no dia 10 de fevereiro, sexta-feira, no período da noite, e no dia 11 de fevereiro, sábado, o dia todo, em São Paulo. A turma é limitada a 15 alunos, de modo que o atendimento possa ser bem individualizado. Como vocês podem ver, discutiremos conteúdo, mas o principal é discutir mesmo a dinâmica da prova oral do MPF. Quem fizer, quando chegar em Brasília, saberá exatamente o que vai encontrar. O curso está divulgado no site do Verbo Jurídico, mas quem tiver dúvidas pode encaminhá-las para o Daniel, no telefone 51.81423797 e e-mail daniel@verbojuridico.com.br

Farei, prometo, todo o esforço que puder para que 15 colegas saiam desse curso. Aos que eventualmente não possam participar, tentarei, também da melhor forma possível, postar aqui as dicas para a prova.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Chat com Edilson Vitorelli

Meus caros amigos,

o curso verbo jurídico lançou uma preparação específica para a segunda etapa do MPF, restrita àqueles que foram aprovados (http://www.verbojuridico.com.br/EAD-Intensivos/curso/265/procurador-da-republica---2-fase-2011.aspx) O curso será aberto por um chat online comigo, cuja participação será gratuita, mediante cadastro. A ideia é dar mais dicas específicas para a segunda etapa, levantar possíveis questões de prova e debater o perfil dos examinadores. O chat acontece amanhã, dia primeiro de setembro, às 21horas, pela plataforma do curso. A quem tiver interesse, será um prazer conversar.