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quinta-feira, 8 de março de 2018

A PRESENÇA Mulher nos Concursos Públicos

Como já é tradicional neste blog, hoje temos um texto especial para o dia internacional da mulher. Convidei a minha amiga Ana Lúcia Spina, que divide comigo os curso de preparação para a prova oral e é, como já mencionei em outra ocasião, uma das maiores autoridades em comunicação no Brasil.

A PRESENÇA Mulher nos Concursos Públicos

Era uma manhã fria e azul de inverno, eu aguardava em meu consultório a chegada de uma candidata que estava aprovada para fase oral da magistratura. Já havíamos nos falado por telefone (ainda não se usava WhatsApp, parece que não existiu essa época) e ela me parecia bastante ansiosa e preocupada. Viria de longe, de outro canto do Brasil, para conversarmos sobre desempenho da comunicação na fase oral. 

A candidata chegou, era uma jovem muito expressiva na comunicação. Determinada, como é o caso de todos que chegam à essa fase, acreditava que seu saber não era suficiente, dizia que todos perceberiam que ela não merecia estar ali e que ela nem dormia mais pensando nas catástrofes que poderiam acontecer durante a prova oral. Eu não conseguia observar a alegria e o contentamento por ter chegado ali, na tão esperada terceira e última fase que a tornaria juíza se fosse aprovada. A angústia e o medo falavam mais alto do que a alegria pela conquista. 

Essa é uma história recorrente para a maioria dos candidatos aprovados para a fase oral. Homens e mulheres se angustiam ao pensar que passarão por uma avaliação “olho no olho”. Hoje, em razão do nosso dia, vamos direcionar o olhar e a atenção para a mulher, para as características femininas na fase oral do concurso público. 

Vamos então voltar para nossa candidata. Eu perguntei se ela conseguia ter uma descrição verbal do medo que sentia, pois habitualmente o medo imaginário é o que nos aflige e para o medo real podemos traçar estratégias. 

A resposta foi enfática: preciso transmitir firmeza, preciso parecer confiante, preciso estar segura, não sei me impor e não quero mostrar que tenho medo, por fim, tenho medo de parecer frágil e muito feminina e que isso me prejudique.

Eu olhava para a candidata e tinha uma certeza, a sua percepção interna da realidade estava muito pior do que a verdade da realidade externa. Eu via ali uma jovem determinada, forte, expressiva, que se comunicava bem e que precisava apenas de alguns direcionamentos para aproveitar ao máximo suas características. Eu não via nela o que ela acreditava que transmitia. Tudo bem, não estávamos na fase oral e naquele momento ela estava se sentindo mais segura em relatar tudo aquilo, mas todas aquelas características comunicativas eram propriedade dela e poderiam estar com ela em qualquer momento da existência, precisava do comando interno, da autorização interna para se tornar constante. E porque essa angústia acontece? Por que nós nos avaliamos à luz das nossas emoções, enquanto o outro nos avalia à luz das nossas ações. Acessamos poucas vezes esse olhar que o outro tem de nós. Temos um ponto cego na comunicação que somos nós mesmos.

Perguntei para a jovem candidata se alguém havia dito que ela não possuía essas características. Ela disse que sempre havia pensado assim e que algumas pessoas haviam reforçado dizendo que ela deveria estar “empoderada” no momento da arguição. 

Imagine você, uma pessoa pensar que não é nada disso e que precisa “parecer ser” tudo isso. Precisa “enganar” uma banca de examinadores porque se ela for quem realmente é não será aprovada. Como alguém pode conviver bem com essa imagem? 

Então eu digo para vocês!!!! Vocês não só podem, como têm que ser quem são. Se eu não posso ser quem sou, naturalmente isso já traduz uma negação e uma insegurança na expressão de comunicação. 

É isso, ter coragem para ser quem se é. Mas, logicamente com uma percepção ampliada de quem se é. É essa nossa intenção. Ampliar a percepção de quem se é, ajustar características que possam interferir na boa comunicação, identificar dificuldades e sugerir treinos. Toda dificuldade indica falta de treino. O candidato por si só está destreinado com a comunicação em público. Habitualmente ele fica confinado aos estudos e não utiliza da fala. Os estudos solicitam uma desenvoltura no cérebro associada à memória, enquanto falar requer outros treinos e associações cerebrais.

Muitas vezes temos a ilusão de que nossas características pessoais não têm valor e há pessoas, na intenção de orientar, que acabam reforçando isso. 

Então, candidata que lê esse texto, o que é necessário para sua fase oral?

Primeiro, perceba-se, não tenha medo de se olhar de fora. Procure um olhar técnico ou de um amigo que te dê indícios do que você expressa quando se comunica. Na comunicação saiba que, olhar nos olhos é algo extremamente importante em nossa cultura pois traduz confiança. Não se negue, se conheça e ajuste, por meio de treino, suas expressões, postura e gestos. Busque as suas características, nada mais forte e seguro na comunicação do que isso. A diversidade é a base da criatividade e é o que faz as pessoas serem interessantes. Saiba que o medo faz parte do momento, até porque a ausência do medo seria estranha, pois é um momento que define sua vida. Coragem é fazer apesar do medo e não na ausência do medo.

E por fim o nosso motivo mais importante aqui hoje, o cuidado para não confundir diferenças com inferioridades. Somos diferentes na voz e traços femininos não são indicativos de fraqueza. Fraqueza é se negar, seja para o homem ou para a mulher. É trocar aquilo que somos por aquilo que acreditamos que o outro quer ver em nós. 

Nesse caso especificamente, o que a banca examinadora quer ver é alguém que não abre mão de estar ali mesmo nesse momento de tensão, que não tem nada a impor, nada a esconder, mas muito a servir pois só pode servir quem tem conteúdo para isso. Isso traduz coerência e humildade.

Modelos de imposição podem traduzir arrogância, traço esse que causa distanciamento nas relações comunicativas e em qualquer relação humana.

Então mulher, seja elegante. Elegância no tratamento, na postura, no olhar, até quando não sabe o que responder, seja elegante. Seja elegante na roupa discreta e que combine com você. Elegância é manter os traços de presença ainda que em situações desconfortáveis e desafiadoras. Elegância feminina é um traço que denota presença e força. Este, penso eu, é o verdadeiro poder, perceber o outro, acolher o momento e não perder a conexão e nem a elegância. 

Que as mulheres estejam cada vez mais ocupando esses espaços profissionais expressivos e com isso levem feminilidade para que a sociedade experimente o valor da soma das diferenças. 

Quanto à nossa candidata? Foi aprovada e muito bem aprovada!

O que ela fez para isso? Se observou, se percebeu, se ajustou, treinou para aprimorar e assim se sentiu segura por estar na fase oral sem ter que se impor mas sendo fiel às suas características e estando presente no momento com autodomínio e ainda, com elegância. Isso é maturidade comunicativa para qualquer gênero. 

Ana Lúcia Spina





 Fonoaudióloga – Especialista em Voz – Mestre e Doutora pela UNICAMP – Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching – Autora do livro Como Falar bem em Público, Editora Impetus, 4ª Edição – Ampla experiência em Comunicação Corporativa com treinamento em grupo e individual.

Professora de Comunicação no Curso Ductor- Preparação para comunicação de fase oral.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Lançamento: Preparação Integrada para a prova oral

Como muitos sabem, desde 2011, venho me dedicando à atividade de preparar alunos para as provas orais de concursos públicos. É uma área de que eu tenho gostado muito e tenho tido a felicidade de ser bem-sucedido. Nesses últimos anos, passaram pelo meu curso mais de 300 alunos, hoje em exercício nos cargos mais variados, tais como Juiz Federal de três das cinco Regiões, Promotor de Justiça e Juiz de Direito de diversos estados da federação, Procurador da Fazenda Nacional, Advogado da União, Defensor Público Federal, e Delegado Federal, Auditor do Tribunal de Contas e cartórios extrajudiciais. Particularmente, em relação aos Procuradores da República dos últimos concursos, a grande maioria dos candidatos foi meu aluno.

Apesar do feedback muito positivo dos alunos, que sempre me alegrou, eu estava querendo, há algum tempo, dar uma incrementada no curso. Graças ao professor Renato Nigro, tive a oportunidade de conhecer duas pessoas fantásticas, que permitiram que eu atingisse esse objetivo. A primeira é a Ana Lia Sampaio, diretora do curso Ductor, o preparatório mais tradicional de Campinas (http://www.cursoductor.com.br). A segunda é a Professora Doutora Ana Lúcia Spina, simplesmente uma das fonoaudiólogas mais capacitadas do país a se dedicar à preparação de candidatos para a prova oral. O curriculum dela fala por si:

Ana Lúcia Spina: Fonoaudióloga, Doutora em Ciências Médicas pela Unicamp. Coach formada pela Sociedade Brasileira de Coaching. Autora do Livro “Como Falar bem em Público”, 4ª edição, juntamente com Rogério Sanches e William Douglas. Consultora e Coach de Desempenho Comunicativo. Orientou cerca de 1.000 candidatos em “Competência de Comunicação” para fase oral de Concursos Públicos”.

Assim, estamos, juntos, lançando o curso Preparação Integrada para a Fase Oral, com aproximadamente 10 horas de duração, comigo e com a Prof.ª Dr.ª Ana Lúcia, no curso Ductor, em Campinas. O curso será sempre na sexta-feira à noite e no sábado, durante todo o dia, para facilitar o deslocamento dos alunos que moram em outras localidades. Campinas, atualmente, oferece uma grande facilidade de acesso, tanto por intermédio dos aeroportos de São Paulo, quanto por Viracopos.

O curso será composto por uma parte expositiva, tanto minha quanto da Ana Lúcia, eu focado na parte jurídica envolvida na prova e ela, na parte de competência comunicativa. No final, nós, em conjunto, faremos a arguição simulada e avaliação do candidato, o que, tenho certeza, acrescentará bastante para a preparação dos alunos.

Abaixo está o programa do curso. Ele vai funcionar de modo permanente, mas a primeira turma, especialmente dedicada aos alunos do MPF, está marcada para os dias 21 e 22 de agosto. O contato do curso está na imagem abaixo e o programa é o seguinte:

Professor Edilson


1. Estou na oral, e agora?
2. O que é verdadeiramente avaliado em uma prova oral?
3. Como estudar para a prova oral
3.1. O que estudar faltando 2-3 meses.
3.2. O que estudar faltando 1 mês.
3.3. O que estudar na última semana
3.4. Estudar na véspera?
4. Como se preparar psicologicamente para a prova oral: da aprovação à espera no local de prova
5. Como agir no local de prova.
6. Quem são os examinadores? Qual o perfil das perguntas?
7. Formalidades da prova: traje, forma de se assentar, de se dirigir ao examinador, de controlar o microfone, de olhar, de gesticular, dentre outros.
8. Como formular suas respostas:
8.1. O que fazer se você sabe
8.2. O que fazer se você não sabe ou tem dúvidas
8.3. O que fazer se você não sabe nada

Professora Ana Lúcia

1. A forma de comunicar o conteúdo deve ser tão nobre quanto o conteúdo abordado.
2. As expressões comunicativas devem traduzir as intenções de comunicação: o medo e a ansiedade, naturais de momentos desafiadores, devem agir sob comando do candidato.
3. Competência emocional: habilidade de autopercepção, desenvolvimento de empatia e identificação das sensações transmitidas durante arguição.
4. As atitudes comunicativas do candidato não devem seguir um “protocolo” e sim explorar a excelência individual na comunicação.
5. O candidato não precisa “parecer-ser” competente na comunicação, ele pode de fato “ser” competente por meio do reconhecimento de suas habilidades.
6. Tudo comunica: consciência dos detalhes individuais de comunicação que revelam a maturidade na exposição do conteúdo.
7. Aplicação de ferramentas de autopercepção para explorar a individualidade comunicativa e fazer possíveis ajustes comunicativos.

Ambos os professores:

Avaliação individual de cada candidato, com feedback específico, tanto acerca do conteúdo jurídico, quanto das competências comunicativas do candidato. 
 

Eu tenho muito orgulho de encontrar diversos alunos meus em audiências e reuniões pelo Brasil afora. O curso para a prova oral sempre foi algo que fiz com muita dedicação e tenho certeza de que esse passo vai torná-lo muito melhor. 
 
 

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Orgulhos e tristezas de um professor

Meus amigos, depois de tantos problemas, ainda apenas parcialmente resolvidos, com o domínio do site, passo por aqui para compartilhar as alegrias e tristezas de um professor. Quase todos os meus alunos do curso para a prova oral foram aprovados. Dos 11 primeiros, 9 foram meus alunos. Fico muito feliz de ter contribuído, ainda que minimamente, para a vitória que obtiveram. Será um prazer recebê-los, agora como colegas. Mas também compartilho a dor daqueles poucos que, infelizmente, ficaram pelo caminho. Perder na prova oral não é fácil. Espero que ainda sejam bem sucedidos nos recursos. 

E atenção pessoal do TJ SP. Estamos planejando um curso de prova oral para o final de abril. No TJ PR consegui 100% de aprovação. Espero encontrar também vocês. Os interessados, por favor, entrem em contato com o Daniel, via daniel@verbojuridico.com.br.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Curso para a prova oral do 27º Concurso do MPF

É certo que o tempo voa, mas acho que, nos concursos, ele passa ainda mais rapidamente. Já estamos na prova oral do 27º Concurso para Procurador da República. Tal como nos dois concursos anteriores, terei o prazer de ministrar aulas para os candidatos que estão nesta derradeira etapa. Já temos 3 dias de aulas confirmados para janeiro e, para quem ainda não se integrou em qualquer deles, fica aqui a oportunidade. Ministrarei o curso para uma 4ª turma em 21 e 22 de fevereiro. Quem tiver interesse, pode entrar em contato com o Daniel, pelo e-mail daniel@verbojuridico.com.br e ele dará os detalhes. O programa permanece aquele que já está no blog e pode ser lido aqui. Inclui aproximadamente 6 horas de aula expositiva e 4 horas dedicadas a simulações.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Resultado da 2ª etapa do concurso do MPF

Essa semana tivemos o resultado da prova aberta do 27º concurso para Procurador da República. Foram 79 aprovados e está correndo o prazo recursal. O resultado ficou dentro do previsto. O número de vagas abertas até então é um pouco menor do que isso e o número é compatível com o que tivemos nos dois concursos anteriores. Pelos contatos que já tive com os candidatos, os grupos 2 e 3 foram os que mais causaram problemas, em razão do rigor da correção. Quanto ao G3, vou me permitir reproduzir o elogio que recebi de um candidato aprovado: 

recebi a feliz notícia de que fui aprovado na prova discursiva e vou para a prova oral do 27 CPR. Devo muito ao senhor, por sinal, pois o parecer do GIII foi esmiuçado pelo senhor na aula sobre Quilombolas (caso da Ilha da Marambaia/RJ).

De fato, tanto quem assistiu minha aula, quanto quem leu meu livro Estatuto da Igualdade Racial e Comunidades Quilombolas (especialmente páginas 236 a 243), tinha lá, prontinha, a tese principal do caso, que é o julgado do STJ relativo à Ilha da Marambaia. Não preciso dizer que fiquei muito feliz com isso. 

Para quem não passou, eu recomendo que recorram. Recorrer é de graça e o MPF tradicionalmente dá provimento em alguns recursos na segunda etapa (embora poucos). Para quem passou, é hora de pensar na inscrição definitiva (vale a pena dar uma conferida no post  A bíblia dos três anos de atividade jurídica), e, é claro, começar a preparação para a prova oral. Tal como nos dois concursos anteriores, ministrarei o curso para essa etapa em parceria com o Verbo Jurídico. Estamos planejando a primeira turma para o dia 18 de janeiro, uma vez que, quanto mais cedo for o curso, mais tempo o candidato tem para praticar as dicas. Quem tiver interesse, pode mandar um e-mail para daniel@verbojuridico.com.br ou ligar (51) 8142-3797. 

Farei também mais algumas postagens de dicas para a prova oral. Quem quiser, pode ler as que já estão disponíveis no blog para começar a entrar no clima.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Curso para a prova oral da PFN

Meus amigos, amanhã publicarei um post sobre a escolha do foco de estudos. Um assunto que me parece muito importante. Hoje, entretanto, peço licença para mandar um recado aos aprovados para a prova oral da PFN. 

Neste final de semana conduzi a primeira turma do curso para a prova oral da PFN, em São Paulo. Essa é uma prova oral complicada. Em primeiro lugar, inédita para a carreira. Em segundo lugar, com muitos candidatos. Segundo me disseram os alunos, a perspectiva é que passem de 400. Em terceiro lugar, a diferença de pontuação entre os candidatos é relativamente pequena, de modo que, mesmo que a PFN resolva aprovar muita gente, uma boa nota facilmente significar 100 posições a mais. Há muito em jogo nesse exame. 

Por fim, para terminar as complicações, o carnaval está no meio da convocação para a oral e sua realização, segundo o cronograma original. Por isso, há pouco tempo disponível mesmo para a oferta de cursos. 

Assim, estamos organizando, juntamente com o Verbo Jurídico, novas turmas para a prova oral da PFN. Como meu limite é de 15 alunos por turma, é certo que não poderei atender a todos os interessados. Então, quem tiver interesse, peço entrar em contato com o Daniel (Daniel@verbojurídico.com.br ou 51.81423797) para que possamos definir as datas. 

O programa permanece o mesmo, que vem sendo bastante apreciado pelos alunos:

Manhã: exposição geral acerca da prova oral.

1 – O que é verdadeiramente avaliado em uma prova oral?

2 – Por que não devemos subestimar uma prova oral. Os riscos.

3 – O que estudar até o dia da prova

4 – Como se preparar psicologicamente para a prova oral

4.1 Chegar a Brasília com antecedência?

4.2 O sono na noite anterior

4.3 Medicamentos

4.4 Aguardando sua vez

5 – Como se vestir para a prova oral

6 – Preparação: para além do conhecimento. As três regras de ouro de uma prova oral: treino, demonstração de conhecimento e o esquecimento do passado.

7 – Como são as perguntas em uma prova oral.

8 – Como se portar no momento do exame: forma de se assentar (posição das pernas e da cadeira), de se dirigir ao examinador, de controlar o microfone, para onde olhar, como lidar com o paletó.

9 – Gestos durante a prova oral e os vícios gestuais.

10 – Colocação da voz: o problema dos vícios de linguagem o do sotaque. Como limpar a voz antes da prova. Os problemas extras dos fumantes. Tomar água durante o exame?

11. Respiração.

10 – Como formular suas respostas:

10.1 Como são as perguntas de uma prova oral.

10.2 O que fazer se você sabe

10.3 O que fazer se você sabe parcialmente

10.4 O que fazer se você não sabe nada

10.5 Como dançar conforme a música do examinador e como fazer sua própria música. Como conduzir a sua prova sem desrespeitar a autoridade do examinador. 

11 – Esclarecimento de dúvidas

Tarde:

Dinâmica coletiva. Realização de alguns simulados de prova oral com os candidatos que se voluntariarem, para correção coletiva de erros. 

Nivelamento de conhecimento. Discussão de questões atuais que podem ser objeto de prova. 

Atendimento individual. Esclarecimento de dúvidas pessoais e realização de simulados individuais com os candidatos que preferirem não ser assistidos pelos demais. 

Cada aluno terá oportunidade de ser avaliado pessoalmente pelo professor, durante aproximadamente 15 minutos, perante os colegas ou isoladamente. A atividade será composta das seguintes fases: 

1 – arguição simulada pelo professor

2 – comentários sobre a performance do aluno

3 – esclarecimento de dúvidas individuais que o aluno queira apresentar

domingo, 2 de dezembro de 2012

Curso para a prova oral da AGU

Meus amigos, outro dia estava ajudando um amigo meu a se preparar para uma prova oral da magistratura estadual. Mesmo sem conhecer a banca, resolvi ajudá-lo. A prova oral é mesmo muito interessante. Ela exige algo de nós que temos pouco costume de fazer: lidar com o inusitado. Mesmo o melhor e mais preparado candidato corre o risco de travar se não estiver bem preparado. E bem preparado, em uma prova oral, é muito mais que conhecimento. 

Pergunte a qualquer um que já foi reprovado em uma. 

Por essa razão resolvi atender aos pedidos que recebi por e-mail e montar um curso para a prova oral da AGU. Será apenas no sábado, dia 8, em São Paulo, começando pela manhã e indo até a hora que for preciso. Há um número grande de candidatos aprovados para a oral, de modo que o risco de reprovação existe. 

Preparei um programa especial para o curso, que está baixo. O curso está divulgado no site do Verbo Jurídico, mas quem tiver dúvidas pode encaminhá-las para o Daniel, no telefone 51.81423797 e e-mail daniel@verbojuridico.com.br . O curso, mais uma vez, é limitado a 15 participantes, de modo que todos possam ser ouvidos individualmente. 

Assim como já ajudei 53 pessoas a se tornarem Procuradores da República, espero poder auxiliar alguns novos Advogados da União. 

Manhã: exposição geral acerca da prova oral.

1 – O que é verdadeiramente avaliado em uma prova oral?

2 – Por que não devemos subestimar uma prova oral. Os riscos.

3 – O que estudar até o dia da prova

4 – Como se preparar psicologicamente para a prova oral

4.1 Chegar a Brasília com antecedência?

4.2 O sono na noite anterior

4.3 Medicamentos

4.4 Aguardando sua vez

5 – Como se vestir para a prova oral

6 – Preparação: para além do conhecimento. As três regras de ouro de uma prova oral: treino, demonstração de conhecimento e o esquecimento do passado.

7 – Como são as perguntas em uma prova oral.

8 – Como se portar no momento do exame: forma de se assentar (posição das pernas e da cadeira), de se dirigir ao examinador, de controlar o microfone, para onde olhar, como lidar com o paletó.

9 – Gestos durante a prova oral e os vícios gestuais.

10 – Colocação da voz: o problema dos vícios de linguagem o do sotaque. Como limpar a voz antes da prova. Os problemas extras dos fumantes. Tomar água durante o exame?

11. Respiração.

10 – Como formular suas respostas:

10.1 Como são as perguntas de uma prova oral.

10.2 O que fazer se você sabe

10.3 O que fazer se você sabe parcialmente

10.4 O que fazer se você não sabe nada

10.5 Como dançar conforme a música do examinador e como fazer sua própria música. Como conduzir a sua prova sem desrespeitar a autoridade do examinador.

11 – Esclarecimento de dúvidas

Tarde:

Dinâmica coletiva. Realização de alguns simulados de prova oral com os candidatos que se voluntariarem, para correção coletiva de erros. 

Nivelamento de conhecimento. Discussão de questões atuais que podem ser objeto de prova. 

Atendimento individual. Esclarecimento de dúvidas pessoais e realização de simulados individuais com os candidatos que preferirem não ser assistidos pelos demais. 

Cada aluno terá oportunidade de ser avaliado pessoalmente pelo professor, durante aproximadamente 15 minutos, perante os colegas ou isoladamente. A atividade será composta das seguintes fases: 

1 – arguição simulada pelo professor

2 – comentários sobre a performance do aluno

3 – esclarecimento de dúvidas individuais que o aluno queira apresentar

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Curso para a prova oral do 26º Concurso do MPF: última chance

Meus caros, é incrível como o tempo passa rápido. Quando a prova oral do 26º concurso do MPF foi adiada, parecia que levaria uma eternidade para chegar. E, eis que falta menos de um mês. Espero que aqueles que passaram pelo curso estejam seguindo as dicas de estudo que recomendei e que possam chegar à tão esperada última etapa preparados e confiantes. Embora eu estivesse dando o curso por encerrado, o pessoal do Verbo Jurídico me disse que ainda há alguns interessados, então estou disponibilizando uma última data, para a 4ª turma, nos dias 28 e 29 de setembro, em São Paulo. Os detalhes podem ser obtidos pelo e-mail daniel@verbojuridico.com.br 
Candidatos: agora é reta final! Para quem fez ou não fez o curso, o momento é de dar o último esforço, de passar do muito bom que vocês já viveram para o excepcional. Não se deixem abater neste último momento. Muita sorte a todos. 
Para quem não fez o curso, o feedback que recebi dos colegas das tr~es primeiras turmas foi muito positivo, de modo que eu sinceramente acredito que tenho algo a acrescentar na preparação de vocês. Sei que o esforço e o custo são grandes, principalmente para quem não é de São Paulo, mas prometo àqueles que vierem que darei meu melhor para que não se arrependam. 
Para quem não está na prova oral, amanhã tratarei um pouco mais sobre o estudo de lei seca e jurisprudência.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Dicas para a prova oral 4


Superadas algumas questões preliminares à prova, vamos tratar do exame propriamente dito. A primeira dúvida que me apresentam nessa questão é: como devo me portar em termos de postura? Devo ser humilde ou confiante? Devo ser informal e tentar cativar a banca ou devo ser formal? Há linhas variadas para a resposta a essas questões, mas meu conselho é o seguinte: seja formal e confiante. Não acho que mostrar humildade (ficar repetindo “salvo melhor juízo”, “me parece” e coisas do gênero) vá aprovar alguém. Como já disse antes, a banca quer ver no candidato um igual, alguém apto a ser como ele próprio e não um capacho. Sou contra a humildade. 

Isso não significa, é claro, que você deva brigar com a banca, discutir, discordar se o examinador diz que você está errado. Confiança não é sinônimo de grosseria. Mostrar insegurança é um erro duplo: se a resposta estiver certa, você será punido por ser inseguro. Se estiver errada, você será punido pelo erro e por ser inseguro. Dizer “salvo melhor juízo” não torna certa uma resposta errada. Não se desculpe pela resposta. Responda afirmativamente. 

É tão difícil explicar isso, esse meio termo, que quero me valer de uma imagem. O vídeo abaixo (do qual você só precisa assistir os primeiros segundos), mostra o maestro Karajan entrando na sala de concertos da Orquestra Filarmônica de Berlim para um concerto. Como vocês poderão ver, ele mal conseguia andar. Estava muito debilitado fisicamente. 

Mas a imagem que eu gostaria que vocês levassem para uma prova oral é a que ele assume assim que chega a sua posição. O olhar para a orquestra e os primeiros movimentos com a batuta. Confiança total. Não é arrogância. É um olhar de “estou aqui porque sei fazer isso muito bem e nada vai me impedir”.

Vejam também o pianista. Um moleque de menos de 20 anos que vai se apresentar com a melhor orquestra do mundo e, ainda assim, entra confiante para o desafio. 

Foi essa imagem que levei comigo para as provas orais que fiz. Sempre me lembrava de Karajan (na verdade, tenho esse vídeo no celular). O que o candidato tem que se lembrar na hora de uma prova oral é que o nervosismo é normal. Isso não significa que você deva agir de modo nervoso. Lembre-se que você chegou ali por uma razão, e essa razão é sua aprovação nas etapas anteriores. Você tem condições técnicas para responder o que lhe for perguntado. O que precisa é encarar a banca como o maestro encara a orquestra. Com confiança, dando respostas com assertividade, não se deixando intimidar. 

Meus alunos das três turmas do curso para a prova oral do MPF, que já ministrei no Verbo Jurídico: não se deixem intimidar pela banca. Sejam confiantes e assertivos.  Assumam o controle da prova, do nervosismo e exibam todo o conhecimento.

P.S.: a música também é maravilhosa. 



quarta-feira, 4 de julho de 2012

Dicas para a prova oral - Parte 3: entrevista pessoal

Seguindo com as dicas de prova oral, que, reconheço, ficaram paradas algum tempo, motivo pelo qual recomendo que releiam as postagens anteriores: dicas para a prova oral - parte 1 e dicas para a prova prova oral - parte 2

O assunto que quero tratar hoje é a tal entrevista com a banca. Trata-se de uma fase muito comum nas magistraturas, e é uma conversa com a banca, antes da prova oral propriamente dita. Conversa, na verdade, é modo de dizer. É uma oportunidade da banca te fazer perguntas constrangedoras de caráter não jurídico, que certamente influirão no modo como você será avaliado na prova oral propriamente dita (por mais que digam que não). 

Isso, enquanto fase de concurso, é honesto? Não muito. Mas existe? Existe. A primeira recomendação é: responda as coisas com firmeza. Você tem que mostrar que tem postura para ser juiz. Firmeza, entretanto, não significa ser rude, como algumas pessoas acham. Esse é um vício muito comum especialmente em quem presta MP. Pensam que firmeza é sinônimo de rispidez ou de respostas duras. Não é isso que estou recomendando. Estou recomendando que você seja assertivo, não vacile na resposta, não que dê "patadas" na banca. 

As perguntas sempre serão constrangedoras. Se focarão em alguma deficiência do seu curriculum, da sua formação, sobre o fato de ser de fora do Estado, de estar prestando também outro concurso, do exercício de sua função anterior, ou de não ter exercido uma função anterior etc etc. É um De frente com Gabi!

E como responder a essas bombas? Aqui, como em muitos segmentos da vida, excesso de sinceridade é um defeito. Então, para simplificar a explicação,vou sugerir algumas respostas:

Por que você resolveu ser juiz? (por favor, sem resposta de Miss Brasil, do tipo meu sonho sempre foi ser juiz). Porque admiro a função de magistrado e considero que tenho condições de exercer bem a função, apesar de suas conhecidas dificuldades. (também é cabível ressaltar outras características da função, especialmente a imparcialidade, que é mais diferente de outras carreiras).

Você pretende voltar para seu Estado natal? Não, de forma alguma. Sou solteiro (ou sou casado, mas meu cônjuge vai me acompanhar) e pretendo refazer minha vida aqui no Estado (ou região, se for Justiça Federal).

Você advogou mesmo ou essa sua experiência profissional de advogado foi apenas para cumprir o tempo? (a banca sempre sabe quem é concurseiro, mas não assuma!). Efetivamente advoguei no escritório X, embora lá fosse habitual que os advogados mais jovens não assinassem todas as petições. O trabalho da advocacia foi importante para meu amadurecimento profissional e creio que contribuirá para o bom exercício da magistratura. 

Você foi advogado público, não acha que que será predisposto em favor da Fazenda? (essa é uma pergunta que pode ter mil versões, baseadas sempre em sua predisposição a decidir em favor de alguém em razão de sua experiência anterior). De modo algum. Meu trabalho sempre foi pautado pela técnica, não pela vinculação ideológica, e é desse modo que pretendo exercer a função de magistrado.

Você também está aprovado para o MPF. Se for aprovado aqui também, qual carreira escolherá? (é claro que você escolherá o MPF, mas...) Com certeza optarei pela magistratura. 

E por aí vai. Não se deixe constranger, demonstre segurança.

Por fim, apesar de todas essas dicas, pode ser que essa entrevista acabe. Recentemente, o CNJ suspendeu o concurso do TJSP em razão de irregularidades nessa entrevista. Pode ser o começo do fim, mas minha impressão é que essa entrevista ainda ocorrerá por um bom tempo.