Continuando a história do post anterior, li uma coisa no livro do Lair Ribeiro (quando tinha 17 anos), sobre como passar no vestibular, que me marcou muito e que acho muito válida para os concursos. Lair defende que as pessoas têm 3 tipos de inteligência, ou de características predominantes: há os visuais, os auditivos e os cinestésicos. As pessoas que são visuais memorizam melhor aquilo que vêem, os auditivos, o que ouvem, e os cinestésicos, aquilo que sentem. Há vários testes na internet para se identificar como um ou outro. Assim, se você é visual, será proveitoso fazer um mapa mental, que é um resumo em forma de desenho, como um tronco com galhos, apenas com as palavras-chave. Tenho uma colega Procuradora da República que diz que usava esse método e se lembrava perfeitamente daquilo que tinha escrito em cada "galho". Se você é auditivo, pode gravar textos ou aulas, para ouvir depois. Se você é cinestésico, pode fazer resumos, para "sentir" a matéria.
Isso é muito bom para evitar que você perca tempo com a técnica errada. Por exemplo, se você não é visual, não adianta ficar fazendo mapas mentais. Eles são trabalhosos e resultarão pouco benefício. Se não é auditivo, não perca tempo com gravações. Se não é cinestésico, talvez o resumo não seja o melhor para você.
Me parece que isso tem uma consequência importante para quem faz resumos: é melhor fazer o resumo manuscrito que digitado no computador, especialmente se você é cinestésico. Quando escrevemos à mão, o corpo tem que desenhar cada letra, de modo que o aspecto cinestésico é mais estimulado. Cada letra é uma, e você a "sente". Quando digitamos, todas as letras se formam com o mesmo movimento, de modo que a capacidade de memorização do cinestésico, me parece, cairá.
Isso funciona para mim. Sou predominantemente cinestésico (mesmo na época do vestibular, o livro já havia me classificado assim), e um pouco visual. Por isso o resumo manuscrito sempre funcionou. Fiz resumos digitados, e acho que a memorização não foi a mesma. Sou muito pouco auditivo, de modo que se eu não anotava em uma aula, logo estava "viajando". E gravar coisas para ouvir depois, como outros Procuradores da República já me relataram terem feito, é algo que nunca deu certo para mim.
Esse diagnóstico também ajuda a saber como se comportar em aulas. Se você é cinestésico, terá que anotar. Se é visual ou auditivo, talvez seja melhor anotar menos, e se focar na própria aula.
Assim, procure identificar o melhor caminho para você.
