quarta-feira, 4 de julho de 2012

Dicas para a prova oral - Parte 3: entrevista pessoal

Seguindo com as dicas de prova oral, que, reconheço, ficaram paradas algum tempo, motivo pelo qual recomendo que releiam as postagens anteriores: dicas para a prova oral - parte 1 e dicas para a prova prova oral - parte 2

O assunto que quero tratar hoje é a tal entrevista com a banca. Trata-se de uma fase muito comum nas magistraturas, e é uma conversa com a banca, antes da prova oral propriamente dita. Conversa, na verdade, é modo de dizer. É uma oportunidade da banca te fazer perguntas constrangedoras de caráter não jurídico, que certamente influirão no modo como você será avaliado na prova oral propriamente dita (por mais que digam que não). 

Isso, enquanto fase de concurso, é honesto? Não muito. Mas existe? Existe. A primeira recomendação é: responda as coisas com firmeza. Você tem que mostrar que tem postura para ser juiz. Firmeza, entretanto, não significa ser rude, como algumas pessoas acham. Esse é um vício muito comum especialmente em quem presta MP. Pensam que firmeza é sinônimo de rispidez ou de respostas duras. Não é isso que estou recomendando. Estou recomendando que você seja assertivo, não vacile na resposta, não que dê "patadas" na banca. 

As perguntas sempre serão constrangedoras. Se focarão em alguma deficiência do seu curriculum, da sua formação, sobre o fato de ser de fora do Estado, de estar prestando também outro concurso, do exercício de sua função anterior, ou de não ter exercido uma função anterior etc etc. É um De frente com Gabi!

E como responder a essas bombas? Aqui, como em muitos segmentos da vida, excesso de sinceridade é um defeito. Então, para simplificar a explicação,vou sugerir algumas respostas:

Por que você resolveu ser juiz? (por favor, sem resposta de Miss Brasil, do tipo meu sonho sempre foi ser juiz). Porque admiro a função de magistrado e considero que tenho condições de exercer bem a função, apesar de suas conhecidas dificuldades. (também é cabível ressaltar outras características da função, especialmente a imparcialidade, que é mais diferente de outras carreiras).

Você pretende voltar para seu Estado natal? Não, de forma alguma. Sou solteiro (ou sou casado, mas meu cônjuge vai me acompanhar) e pretendo refazer minha vida aqui no Estado (ou região, se for Justiça Federal).

Você advogou mesmo ou essa sua experiência profissional de advogado foi apenas para cumprir o tempo? (a banca sempre sabe quem é concurseiro, mas não assuma!). Efetivamente advoguei no escritório X, embora lá fosse habitual que os advogados mais jovens não assinassem todas as petições. O trabalho da advocacia foi importante para meu amadurecimento profissional e creio que contribuirá para o bom exercício da magistratura. 

Você foi advogado público, não acha que que será predisposto em favor da Fazenda? (essa é uma pergunta que pode ter mil versões, baseadas sempre em sua predisposição a decidir em favor de alguém em razão de sua experiência anterior). De modo algum. Meu trabalho sempre foi pautado pela técnica, não pela vinculação ideológica, e é desse modo que pretendo exercer a função de magistrado.

Você também está aprovado para o MPF. Se for aprovado aqui também, qual carreira escolherá? (é claro que você escolherá o MPF, mas...) Com certeza optarei pela magistratura. 

E por aí vai. Não se deixe constranger, demonstre segurança.

Por fim, apesar de todas essas dicas, pode ser que essa entrevista acabe. Recentemente, o CNJ suspendeu o concurso do TJSP em razão de irregularidades nessa entrevista. Pode ser o começo do fim, mas minha impressão é que essa entrevista ainda ocorrerá por um bom tempo.  
 

terça-feira, 3 de julho de 2012

Curso para a prova oral: primeira turma esgotada

Meus amigos, tenho o prazer de anunciar que, com apenas uma semana de inscrições, já se esgotaram as vagas para meu curso para a prova oral do MPF, nos dias 20 e 21 de julho.Muito obrigado a todos pela confiança. Farei todos os esforços possíveis para ministrar um curso que valha a pena e, especialmente, para que sejamos, antes que o ano termine, colegas de carreira. 
 
Em razão da procura, o Verbo Jurídico solicitou-me a abertura de uma segunda turma, com o que concordei, nos dias 27 e 28 de julho, sexta-feira à noite e sábado o dia todo, também em São Paulo. Do mesmo modo, a segunda turma é limitada a 15 participantes, mantendo a proposta de dar a cada um atendimento individualizado. Para quem ainda não conhece, segue abaixo o plano de curso. Será um prazer recebê-los.

1º Encontro: exposição geral acerca da prova oral. Duração: 3 horas

1 – O que é verdadeiramente avaliado em uma prova oral?
2 – Como se preparar para a prova oral
2.1 O que estudar faltando 2-3 meses.
2.2 O que estudar faltando 1 mês.
2.3 O que estudar na última semana
2.4 Estudar na véspera?
3 – Como se preparar psicologicamente para a prova oral
3.1 Chegar a Brasília com antecedência?
3.2 Onde se hospedar?
3.3 Como chegar ao local de prova
3.4 O sono na noite anterior
3.5 Medicamentos
3.6 Aguardando sua vez
4 – Como se vestir para a prova oral
5 – Onde e como é a prova oral do MPF: local, sorteio de pontos, disposição dos examinadores, ordem de convocação dos alunos.
6 – Quem são os examinadores: o perfil de cada um. Quais os mais fáceis e os mais exigentes
7 – Como se portar no momento do exame: forma de se assentar (posição das pernas e da cadeira), de se dirigir ao examinador, de controlar o microfone, para onde olhar, como lidar com o paletó;
8 – Como formular suas respostas:
8.1 O que fazer se você sabe
8.2 O que fazer se você não sabe ou tem dúvidas
8.3 O que fazer se você não sabe nada
9 – Colocação da voz: o problema dos vícios de linguagem o do sotaque. Como limpar a voz antes da prova. Os problemas extras dos fumantes. Tomar água durante o exame?
10 – Gestos durante a prova oral e os vícios gestuais.
11 – Esclarecimento de dúvidas

2º Encontro: simulação de prova coletiva. Duração: 3 horas

1 – Continuação ou retomada de algum dos pontos do encontro anterior, caso existam dúvidas ou pendências.
2 – O conteúdo da prova oral: pontos críticos para o 26º concurso do MPF
3 – Simulação da prova oral de modo coletivo, com a realização de uma pequena arguição pelo professor, a cada um dos alunos, na presença dos demais. Análise e avaliação da prova pelo grupo.
4 – Caso ainda haja tempo, os alunos serão divididos em duplas, alternando a função de examinador e candidato, sob a orientação do professor.

3º Encontro: atendimento individualizado. Duração: aproximadamente 4 horas

Cada aluno será atendido individualmente pelo professor, em um encontro de 15 minutos, composto das seguintes fases:
1 – arguição simulada pelo professor
2 – comentários sobre a performance do aluno
3 – esclarecimento de dúvidas individuais que o aluno queira apresentar.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Uma nova técnica de resumos

Como disse no post anterior, li mais do que eu imaginava que fosse possível ler durante este semestre que se finda. E isso me ensinou uma coisa nova sobre resumos. É mais fácil resumir o texto depois de já tê-lo lido. Muitas pessoas sempre me perguntaram se deveriam fazer o resumo ao final da frade, do parágrafo, da página ou do capítulo. Minha resposta sempre foi que era melhor ir lendo e resumindo à medida que se lesse. Mudei de opinião. Acho que, pelo menos quando se lê textos complexos (e, accreditem, o que eu li nesse semestre era complexo para valer!) é melhor fazer uma primeira leitura, sublinhando, o que lhe permitirá compreender melhor onde o autor quer chegar. E depois voltar lendo apenas aquilo que se sublinhou e, aí sim, fazer o resumo. Pode parecer mais trabalhoso, mas o resumo fica muito menor. Isso vale especialmente para os textos teóricos (teoria da constituição, por exemplo, que tem sido uma matéria muito cobrada). Quando você sabe qual a conclusão da teoria, pode selecionar melhor quais as premissas merecem ou não ser incluídas no resumo. Se você já resume à medida que lê, acaba se sentindo obrigado a resumir muita coisa, já que não sabe ainda o que é importante ou não. E, em qualquer teoria, nem todas as premissas são importantes para a compreensão. Muitas vezes o autor apenas as analisa para evitar ou rebater alguma crítica, mas, para o estudante, são desnecessárias.
 
Se você vem fazendo resumos, acho que essa pode ser uma boa técnica: leia o capítulo sublinhando. Ao terminar, releia apenas aquilo que sublinhou e faça o resumo. A fixação, na experiência que tive, foi excelente, e o tempo para elaboração do resumo diminuiu muito, de maneira que o custo-benefício me parece muito bom. 

quinta-feira, 28 de junho de 2012

A volta do blogueiro

Meus amigos,
 
estou de volta! Peço inúmeras desculpas a todos os leitores, especialmente aqueles que escreveram e-mails e mensagens cobrando minhas postagens. De fato, não sabia que havia tanto interesse naquilo que escrevo, de modo que isso me deixou feliz.
 
Como dizia meu ex-professor e mentor José Rubens Costa, se for para aceitar desculpa, ninguém erra. Então, não quero dar desculpa nenhuma para minha ausência. Foi um semestre de cão, com muito trabalho, mas agora acabou. Acho que nunca li tanto em tão pouco tempo, nem quando estava estudando para o concurso. Até aprendi uma nova técnica para fazer resumos, que compartilharei na próxima postagem.
 
Peço desculpas especiais aos candidatos do 26º Concurso para Procurador da República. Abandonei-os em um momento crucial. De todo modo, como eu já havia dito, como a banca mudou pouco do 25º para o 26º, pelo que vi da prova, acho que minhas dicas anteriores continuaram bastante válidas. E, como eu disse, o grupo 4 foi a bomba da vez.  
 
Para compensá-los por minha ausência nesse período, vou investir pesadamente na aprovação de meus leitores para a prova oral. Completaremos as dicas aqui do blog, que já comecei por ocasião da oral do 25º.
 
Também me comprometi, em parceria com o curso Verbo Jurídico, a dar um novo curso presencial de preparação para a prova oral, para os interessados. Ele acontecerá nos dias 20 e 21 de julho, em São Paulo, exatamente com a mesma proposta do anterior. Não quero me gabar, mas já me encontrei, no módulo que ministrei no curso de formação dos novos Procuradores da República, com todo os meus ex-alunos. A proposta continua sendo a realização de um atendimento diferenciado, com apenas 15 alunos na turma. O contato, para quem quiser se inscrever, é 51.81423797 e e-mail daniel@verbojuridico.com.br
 
Quem puder ir ao curso, será um prazer. Quem não puder, reafirmo, continuarei postando as dicas que puder aqui no blog.
 
Vamos juntos até a aprovação!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Nova turma do curso para a prova oral e mensagem aos meus alunos

Ontem encerramos as aulas do curso para a prova oral, promovido pelo Verbo Jurídico, em São Paulo. Embora seja sempre difícil fazer uma auto avaliação, acho que o curso foi bem sucedido e cumpriu seus propósitos. Discutimos muito sobre os examinadores, sobre as prioridades de estudo até o dia da prova, e até sobre como se vestir e como se sentar na cadeira durante a prova oral. 

O Verbo Jurídico tem possibilidade de abrir uma nova turma, nos dias 17 e 18, caso haja mais interessados. Portanto, aqueles que desejarem podem conversar com os participantes do curso que se encerrou e entrar em contato com o Verbo Jurídico. Terei muito prazer em recebê-los para mais um final de semana de discussões. Podemos fazer um curso ao som das escolas de samba de São Paulo. Você quer passar na prova ou quer ter carnaval? 

Aos meus alunos e também aos leitores que vão prestar o exame, gostaria de deixar uma mensagem para a prova. Vá focado em fazer o melhor que VOCÊ pode. Aprovação não é uma obrigação sua. Sua obrigação é se preparar o melhor possível, se dedicar tanto quanto suas condições pessoais permitem, ir para a prova concentrado e fazer o melhor que você pode. Quem tem que se preocupar com aprovação é o examinador. 

Nunca tome uma reprovação em prova oral como um sinal de fracasso. Pelo contrário, é um sinal de que falta muito pouco para você ser aprovado, que sua preparação está boa, suas técnicas de estudo e memorização estão boas e você conseguiu superar um imenso número de candidatos. Prova oral é o momento, é o dia, são as circunstâncias que, muitas vezes, não podemos controlar. Não se desespere com isso. Faz parte do jogo. Quantos grandes jogadores erram um pênalti numa final de campeonato e ainda assim continuam sendo grandes jogadores? Basta lembrar (eu não me lembro, pesquisei no google) de Zico na copa de 86 quando perdeu um pênalti que custou a eliminação do Brasil. 

Como disse em minha mensagem de Natal, todos erram, mesmo os melhores e esse erro pode acontecer no dia da prova oral. Portanto, a preocupação não é acertar tudo, é fazer o melhor possível. Muito boa sorte a todos e continuem acompanhando, até o dia da prova, mais dicas aqui no blog.


Dicas para a prova oral 2: os tipos de prova oral

Passada a primeira fase do 26º Concurso, voltemos às orientações para aqueles que estão na prova oral do 25º ou em outras provas orais variadas. 

Há, basicamente, dois tipos de prova oral, um, que eu chamo de "plenário" e outro, individual. O primeiro tipo é praticado em alguns concursos da magistratura, no MP de São Paulo e em outros concursos cujo número de aprovados para a prova oral é relativamente pequeno. Ele consiste em todos os integrantes da banca se colocarem em um plenário, em geral, num plano mais elevado que o do candidato, e arguir um candidato de cada vez. É comum que nessas provas a voz do candidato seja amplificada e haja considerável número de curiosos na plateia. 

O segundo tipo é um exame indivivual. Os examinadores são posicionados em várias mesas pequenas, em geral um ao lado do outro, e o candidato vai passando de mesa em mesa, sendo ouvido por um examinador de cada vez. Nesse caso a voz do candidato é gravada para eventual recurso, mas não é amplificada, de modo que, mesmo que haja plateia, esta não consegue ouvir o teor das respostas. É assim no MPF, no TJ MG e na maioria dos concursos em que número de candidatos para a prova oral é grande, uma vez que, nesse formato, é possível examinar mais candidatos em menos tempo. 

O primeiro tipo de prova (a que me submeti no TRF 4) é mais difícil. A tensão é maior, se você disser uma besteira todos os membros da banca ouvirão, e não apenas o examinador para quem você responde. A prova é mais longa, você é ouvido por todos os examinadores sem intervalo entre eles e ainda tem que lidar com diversos outros fatores, como o microfone, a plateia, a água que lhe é servida para tomar durante o exame etc. Tudo isso dificulta muito esssa prova. 

O segundo tipo permite um intervalo entre os examinadores, de modo que você não precisa (e nem deve) tomar água durante o exame. Mesmo que você fale uma grande besteira, só um examinador ouvirá. Se você for mal com um examinador, terá um tempinho para se recuperar antes do próximo. 

Em ambos os tipos de prova, é importantíssimo que você não fique pensando no passado. Deu uma resposta ou terminou uma prova, esqueça. Concentre-se no que vem pela frente. Não fique repensando o que já aconteceu, o que poderia ter respondido melhor, o que respondeu mal, a cara que o examinador fez etc. Esse é o principal motivo do fracasso em provas orais. A pessoa vai mal num determinado ponto, se desestabiliza e aí destrói o resto. 

Digo isso por experiência pessoal. No meu exame oral no MPF, minha primeira prova foi de penal e sorteei um ponto que não sabia nada. Achei que tinha ido muito mal. Mas tive sorte de ter um intervalo de quase 50 minutos para o segundo exame, o que me permitiu recuperar a concentração e esquecer o que tinha acontecido no primeiro. 

Cumprida essa dica mais importante, vão aqui algumas dicas rápidas para os dois tipos de exame, que podem ajudar os candidatos. 

Exame de plenário: 
1. posicione o microfone no início da prova, de modo que sua voz não fique muito alta nem muito baixa;
2. não beba muita muita água. A água que fica na sua mesa é só para molhar os lábios e a garganta. Não use a água como uma tática para ganhar tempo e pensar. Isso é péssimo. Se tiver que pensar, simplesmente fique calado. 

Exame individual: 
1. muito cuidado com esse exame. Apesar de impor menos pressão sobre o candidato, o risco aqui é o excesso de informalidade. Você se solta e acha que pode tratar o examinador de senhor, de doutor, de você etc. Examinador é excelência. Ficar tranquilo em uma prova não significa abrir a guarda e achar que o examinador é seu amigo. Se você fizer isso, ele vai te derrubar;
2. aproveite o intervalo entre as provas para tomar água, relaxar um pouco etc. Não fique repensando nem comentando com os colegas o que aconteceu na prova anterior. Isso só vai aumentar sua tensão para a próxima prova. 

Uma observação final. Embora eu não tenha feito, me disseram que na prova oral da AGU o candidato entra na sala e recebe um papel com as perguntas escritas. Ele lê as perguntas e dá as respostas. Todos os candidatos do mesmo turno respondem as mesmas questões. Me parece que essa configuração não capta a essência de uma prova oral, o que a torna pouco útil para o examinador. O que caracteriza uma prova oral, além da simples oralidade, é o fato de que o examinador tem condições de interferir nas suas respostas, de fazer perguntas a partir daquilo que você disse de errado na resposta anterior, enfim, de te encurralar pelo inusitado. Se as perguntas já estão todas prontas, há pouca diferença, em termos de avaliação, se o candidato as responde por escrito ou oralmente. Não que o simples fato de se fazer um exame oral já não implique dificuldades. Mas digo, com toda certeza, que a grande dificuldade de um exame oral é lidar com o inusitado, é saber como sair de uma fria na qual você mesmo se colocou quando utilizou impropriamente uma expressão na resposta anterior. 

Ainda falaremos de tudo isso por aqui.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Primeiras avaliações da prova do 26º concurso do MPF

Acabo de receber por e-mail uma avaliação muito ponderada da prova do 26º concurso. A princípio, pelo que parece, várias das minhas previsões aqui no blog se confirmaram, especialmente no que se refere à maior dificuldade do grupo de Penal e Processo Penal. Transcrevo abaixo a mensagem e abro espaço para outros candidatos que também queiram enviar suas impressões. As publicarei aqui até que tenhamos o gabarito oficial.

Impressões sobre a prova 26, comparando com a prova 25.

1 - A divisao dos grupos melhorou muito, internacional deixou de ser o bicho-papão. Até agora, não ninguém reclamar da matéria.

2 - No G1, Déborah manteve o estilo, humanos também (caiu autodeterminação dos índios novamente). Achei eleitoral um pouco mais difícil, mas, mesmo assim, dava pra responder 7 ou 8 certas e ajudar no grupo.

3 - No G2, foi o grupo mais fácil, de longe. Administrativo equilibrou mais, podendo-se atribuir 50% de administrativo e 50% de ambiental. Tributário um pouco confuso e com uma questão que será anulada por erro material (escreveu incorrendo, quando deveria ser inocorrendo em pagamento). Internacional bem parecido com a prova anterior (tortura, responsabilidade internacional, jurisdição internacional e questões sobre elementos de conexão).

4 - No G3, a examinadora equilibrou mais economico e consumidor, podendo-se atribuir também 50% pra cada matéria, o que, para mim, facilitou bastante. Consumidor cobrou súmulas e informativos. A prova de civil, mais uma vez, muito mal-elaborada, citando ordenações filipinas, coisas divini iuris, origem da distinção fungívelxinfungível etc... A prova de processo civil melhorou um pouco, mas continuou sendo retirada toda de Nelson Nery, muitas vezes, fora do contexto. Esse grupo, no 25, é o grupo que o pessoal da oral tem a menor nota, mas, no 26, deve melhorar por causa de consumidor.

5 - O grupo IV é o grupo da morte, talvez mais do que internacional no concurso anterior. A prova de penal foi muito complicada, cobrando muita legislação específica e lei seca (causa de aumento x qualificadora, quantidade do aumento, diminuição etc). Processo penal também não foi simples. 3 ou 4 questões de medidas cautelares e liberdade provisória, e, infelizmente, de 2 a 4 questões no estilo "todas certas, 1 certa, 2 certas", sem indicar as alternativas especificamente, o que complicou bastante.

6 - O ponto por todos comentado foi a abstenção: em Recife, mais de 50% talvez. Na minha sala, foram 11 de 25 pessoas. E isso ocorreu no Brasil inteiro, sem desconsiderar que o número de inscritos já foi menor em cerca de 2 mil inscritos. É a consequencia da repercussão da prova 25.