quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Curso para a prova oral do 26º Concurso do MPF: última chance

Meus caros, é incrível como o tempo passa rápido. Quando a prova oral do 26º concurso do MPF foi adiada, parecia que levaria uma eternidade para chegar. E, eis que falta menos de um mês. Espero que aqueles que passaram pelo curso estejam seguindo as dicas de estudo que recomendei e que possam chegar à tão esperada última etapa preparados e confiantes. Embora eu estivesse dando o curso por encerrado, o pessoal do Verbo Jurídico me disse que ainda há alguns interessados, então estou disponibilizando uma última data, para a 4ª turma, nos dias 28 e 29 de setembro, em São Paulo. Os detalhes podem ser obtidos pelo e-mail daniel@verbojuridico.com.br 
Candidatos: agora é reta final! Para quem fez ou não fez o curso, o momento é de dar o último esforço, de passar do muito bom que vocês já viveram para o excepcional. Não se deixem abater neste último momento. Muita sorte a todos. 
Para quem não fez o curso, o feedback que recebi dos colegas das tr~es primeiras turmas foi muito positivo, de modo que eu sinceramente acredito que tenho algo a acrescentar na preparação de vocês. Sei que o esforço e o custo são grandes, principalmente para quem não é de São Paulo, mas prometo àqueles que vierem que darei meu melhor para que não se arrependam. 
Para quem não está na prova oral, amanhã tratarei um pouco mais sobre o estudo de lei seca e jurisprudência.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Lançamento do meu novo livro: Igualdade Racial e Comunidades Quilombolas

Meus amigos, gostaria de compartilhar com vocês o motivo de meu distanciamento nos últimos meses: nasceu, finalmente, meu novo livro: Comentários ao Estatuto da Igualdade Racial e Comunidades Quilombolas! A obra segue a mesma linha do Estatuto do Índio que, para minha alegria, foi tão bem recebido e comentado pelos leitores.

Quem se dedica ao concurso do MPF sabe que, além dos índios, os quilombolas e outras comunidades tradicionais vêm sendo cada vez mais objeto de cobrança. Na última prova, por exemplo, uma das dissertações da segunda etapa exigiu conhecimento acerca de outras comunidades tradicionais que não os índios. E, como vocês sabem, quem vai mal na dissertação está praticamente fora.

A obra busca, de modo muito objetivo, comentar integralmente o Estatuto da Igualdade Racial e o Decreto 4887/03, que é a norma mais citada quando se trata de quilombolas. Há, assim como no Estatuto do Índio, muitos comentários a dispositivos da Convenção 169 da OIT e diversas outras obras internacionais.

Além de incluir questões de concurso, a obra segue o viés crítico que me é peculiar (ou melhor, inevitável), tanto à jurisprudência quanto à pouca bibliografia existente. Em relação ao Estatuto da Igualdade Racial, a obra não é de militância. Avalio criticamente tanto os pontos positivos quanto os negativos da Lei, sendo que estes foram abandonados nas outras (poucas) obras que se dedicam ao tema. Quanto aos quilombolas, não há nenhum livro voltado ao público jurídico no país e, se vocês lerem as páginas disponibilizadas pela editora  verão que a maioria de nós, juristas, sequer sabe o conceito de um povo quilombola. Continuamos achando que quilombola é quem descende de Zumbi dos Palmares.

Enfim, meus caros, espero que gostem da obra e que ela seja útil aos candidatos e também aos estudantes dessas relevantes questões, ainda tão pouco tratadas. Pesquisei o quanto pude e acho que é possível ganhar alguns pontos com a leitura do livro, especialmente para os candidatos ao MPF e à magistratura federal.

    

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Dicas para a prova oral 4


Superadas algumas questões preliminares à prova, vamos tratar do exame propriamente dito. A primeira dúvida que me apresentam nessa questão é: como devo me portar em termos de postura? Devo ser humilde ou confiante? Devo ser informal e tentar cativar a banca ou devo ser formal? Há linhas variadas para a resposta a essas questões, mas meu conselho é o seguinte: seja formal e confiante. Não acho que mostrar humildade (ficar repetindo “salvo melhor juízo”, “me parece” e coisas do gênero) vá aprovar alguém. Como já disse antes, a banca quer ver no candidato um igual, alguém apto a ser como ele próprio e não um capacho. Sou contra a humildade. 

Isso não significa, é claro, que você deva brigar com a banca, discutir, discordar se o examinador diz que você está errado. Confiança não é sinônimo de grosseria. Mostrar insegurança é um erro duplo: se a resposta estiver certa, você será punido por ser inseguro. Se estiver errada, você será punido pelo erro e por ser inseguro. Dizer “salvo melhor juízo” não torna certa uma resposta errada. Não se desculpe pela resposta. Responda afirmativamente. 

É tão difícil explicar isso, esse meio termo, que quero me valer de uma imagem. O vídeo abaixo (do qual você só precisa assistir os primeiros segundos), mostra o maestro Karajan entrando na sala de concertos da Orquestra Filarmônica de Berlim para um concerto. Como vocês poderão ver, ele mal conseguia andar. Estava muito debilitado fisicamente. 

Mas a imagem que eu gostaria que vocês levassem para uma prova oral é a que ele assume assim que chega a sua posição. O olhar para a orquestra e os primeiros movimentos com a batuta. Confiança total. Não é arrogância. É um olhar de “estou aqui porque sei fazer isso muito bem e nada vai me impedir”.

Vejam também o pianista. Um moleque de menos de 20 anos que vai se apresentar com a melhor orquestra do mundo e, ainda assim, entra confiante para o desafio. 

Foi essa imagem que levei comigo para as provas orais que fiz. Sempre me lembrava de Karajan (na verdade, tenho esse vídeo no celular). O que o candidato tem que se lembrar na hora de uma prova oral é que o nervosismo é normal. Isso não significa que você deva agir de modo nervoso. Lembre-se que você chegou ali por uma razão, e essa razão é sua aprovação nas etapas anteriores. Você tem condições técnicas para responder o que lhe for perguntado. O que precisa é encarar a banca como o maestro encara a orquestra. Com confiança, dando respostas com assertividade, não se deixando intimidar. 

Meus alunos das três turmas do curso para a prova oral do MPF, que já ministrei no Verbo Jurídico: não se deixem intimidar pela banca. Sejam confiantes e assertivos.  Assumam o controle da prova, do nervosismo e exibam todo o conhecimento.

P.S.: a música também é maravilhosa. 



quarta-feira, 4 de julho de 2012

Dicas para a prova oral - Parte 3: entrevista pessoal

Seguindo com as dicas de prova oral, que, reconheço, ficaram paradas algum tempo, motivo pelo qual recomendo que releiam as postagens anteriores: dicas para a prova oral - parte 1 e dicas para a prova prova oral - parte 2

O assunto que quero tratar hoje é a tal entrevista com a banca. Trata-se de uma fase muito comum nas magistraturas, e é uma conversa com a banca, antes da prova oral propriamente dita. Conversa, na verdade, é modo de dizer. É uma oportunidade da banca te fazer perguntas constrangedoras de caráter não jurídico, que certamente influirão no modo como você será avaliado na prova oral propriamente dita (por mais que digam que não). 

Isso, enquanto fase de concurso, é honesto? Não muito. Mas existe? Existe. A primeira recomendação é: responda as coisas com firmeza. Você tem que mostrar que tem postura para ser juiz. Firmeza, entretanto, não significa ser rude, como algumas pessoas acham. Esse é um vício muito comum especialmente em quem presta MP. Pensam que firmeza é sinônimo de rispidez ou de respostas duras. Não é isso que estou recomendando. Estou recomendando que você seja assertivo, não vacile na resposta, não que dê "patadas" na banca. 

As perguntas sempre serão constrangedoras. Se focarão em alguma deficiência do seu curriculum, da sua formação, sobre o fato de ser de fora do Estado, de estar prestando também outro concurso, do exercício de sua função anterior, ou de não ter exercido uma função anterior etc etc. É um De frente com Gabi!

E como responder a essas bombas? Aqui, como em muitos segmentos da vida, excesso de sinceridade é um defeito. Então, para simplificar a explicação,vou sugerir algumas respostas:

Por que você resolveu ser juiz? (por favor, sem resposta de Miss Brasil, do tipo meu sonho sempre foi ser juiz). Porque admiro a função de magistrado e considero que tenho condições de exercer bem a função, apesar de suas conhecidas dificuldades. (também é cabível ressaltar outras características da função, especialmente a imparcialidade, que é mais diferente de outras carreiras).

Você pretende voltar para seu Estado natal? Não, de forma alguma. Sou solteiro (ou sou casado, mas meu cônjuge vai me acompanhar) e pretendo refazer minha vida aqui no Estado (ou região, se for Justiça Federal).

Você advogou mesmo ou essa sua experiência profissional de advogado foi apenas para cumprir o tempo? (a banca sempre sabe quem é concurseiro, mas não assuma!). Efetivamente advoguei no escritório X, embora lá fosse habitual que os advogados mais jovens não assinassem todas as petições. O trabalho da advocacia foi importante para meu amadurecimento profissional e creio que contribuirá para o bom exercício da magistratura. 

Você foi advogado público, não acha que que será predisposto em favor da Fazenda? (essa é uma pergunta que pode ter mil versões, baseadas sempre em sua predisposição a decidir em favor de alguém em razão de sua experiência anterior). De modo algum. Meu trabalho sempre foi pautado pela técnica, não pela vinculação ideológica, e é desse modo que pretendo exercer a função de magistrado.

Você também está aprovado para o MPF. Se for aprovado aqui também, qual carreira escolherá? (é claro que você escolherá o MPF, mas...) Com certeza optarei pela magistratura. 

E por aí vai. Não se deixe constranger, demonstre segurança.

Por fim, apesar de todas essas dicas, pode ser que essa entrevista acabe. Recentemente, o CNJ suspendeu o concurso do TJSP em razão de irregularidades nessa entrevista. Pode ser o começo do fim, mas minha impressão é que essa entrevista ainda ocorrerá por um bom tempo.  
 

terça-feira, 3 de julho de 2012

Curso para a prova oral: primeira turma esgotada

Meus amigos, tenho o prazer de anunciar que, com apenas uma semana de inscrições, já se esgotaram as vagas para meu curso para a prova oral do MPF, nos dias 20 e 21 de julho.Muito obrigado a todos pela confiança. Farei todos os esforços possíveis para ministrar um curso que valha a pena e, especialmente, para que sejamos, antes que o ano termine, colegas de carreira. 
 
Em razão da procura, o Verbo Jurídico solicitou-me a abertura de uma segunda turma, com o que concordei, nos dias 27 e 28 de julho, sexta-feira à noite e sábado o dia todo, também em São Paulo. Do mesmo modo, a segunda turma é limitada a 15 participantes, mantendo a proposta de dar a cada um atendimento individualizado. Para quem ainda não conhece, segue abaixo o plano de curso. Será um prazer recebê-los.

1º Encontro: exposição geral acerca da prova oral. Duração: 3 horas

1 – O que é verdadeiramente avaliado em uma prova oral?
2 – Como se preparar para a prova oral
2.1 O que estudar faltando 2-3 meses.
2.2 O que estudar faltando 1 mês.
2.3 O que estudar na última semana
2.4 Estudar na véspera?
3 – Como se preparar psicologicamente para a prova oral
3.1 Chegar a Brasília com antecedência?
3.2 Onde se hospedar?
3.3 Como chegar ao local de prova
3.4 O sono na noite anterior
3.5 Medicamentos
3.6 Aguardando sua vez
4 – Como se vestir para a prova oral
5 – Onde e como é a prova oral do MPF: local, sorteio de pontos, disposição dos examinadores, ordem de convocação dos alunos.
6 – Quem são os examinadores: o perfil de cada um. Quais os mais fáceis e os mais exigentes
7 – Como se portar no momento do exame: forma de se assentar (posição das pernas e da cadeira), de se dirigir ao examinador, de controlar o microfone, para onde olhar, como lidar com o paletó;
8 – Como formular suas respostas:
8.1 O que fazer se você sabe
8.2 O que fazer se você não sabe ou tem dúvidas
8.3 O que fazer se você não sabe nada
9 – Colocação da voz: o problema dos vícios de linguagem o do sotaque. Como limpar a voz antes da prova. Os problemas extras dos fumantes. Tomar água durante o exame?
10 – Gestos durante a prova oral e os vícios gestuais.
11 – Esclarecimento de dúvidas

2º Encontro: simulação de prova coletiva. Duração: 3 horas

1 – Continuação ou retomada de algum dos pontos do encontro anterior, caso existam dúvidas ou pendências.
2 – O conteúdo da prova oral: pontos críticos para o 26º concurso do MPF
3 – Simulação da prova oral de modo coletivo, com a realização de uma pequena arguição pelo professor, a cada um dos alunos, na presença dos demais. Análise e avaliação da prova pelo grupo.
4 – Caso ainda haja tempo, os alunos serão divididos em duplas, alternando a função de examinador e candidato, sob a orientação do professor.

3º Encontro: atendimento individualizado. Duração: aproximadamente 4 horas

Cada aluno será atendido individualmente pelo professor, em um encontro de 15 minutos, composto das seguintes fases:
1 – arguição simulada pelo professor
2 – comentários sobre a performance do aluno
3 – esclarecimento de dúvidas individuais que o aluno queira apresentar.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Uma nova técnica de resumos

Como disse no post anterior, li mais do que eu imaginava que fosse possível ler durante este semestre que se finda. E isso me ensinou uma coisa nova sobre resumos. É mais fácil resumir o texto depois de já tê-lo lido. Muitas pessoas sempre me perguntaram se deveriam fazer o resumo ao final da frade, do parágrafo, da página ou do capítulo. Minha resposta sempre foi que era melhor ir lendo e resumindo à medida que se lesse. Mudei de opinião. Acho que, pelo menos quando se lê textos complexos (e, accreditem, o que eu li nesse semestre era complexo para valer!) é melhor fazer uma primeira leitura, sublinhando, o que lhe permitirá compreender melhor onde o autor quer chegar. E depois voltar lendo apenas aquilo que se sublinhou e, aí sim, fazer o resumo. Pode parecer mais trabalhoso, mas o resumo fica muito menor. Isso vale especialmente para os textos teóricos (teoria da constituição, por exemplo, que tem sido uma matéria muito cobrada). Quando você sabe qual a conclusão da teoria, pode selecionar melhor quais as premissas merecem ou não ser incluídas no resumo. Se você já resume à medida que lê, acaba se sentindo obrigado a resumir muita coisa, já que não sabe ainda o que é importante ou não. E, em qualquer teoria, nem todas as premissas são importantes para a compreensão. Muitas vezes o autor apenas as analisa para evitar ou rebater alguma crítica, mas, para o estudante, são desnecessárias.
 
Se você vem fazendo resumos, acho que essa pode ser uma boa técnica: leia o capítulo sublinhando. Ao terminar, releia apenas aquilo que sublinhou e faça o resumo. A fixação, na experiência que tive, foi excelente, e o tempo para elaboração do resumo diminuiu muito, de maneira que o custo-benefício me parece muito bom. 

quinta-feira, 28 de junho de 2012

A volta do blogueiro

Meus amigos,
 
estou de volta! Peço inúmeras desculpas a todos os leitores, especialmente aqueles que escreveram e-mails e mensagens cobrando minhas postagens. De fato, não sabia que havia tanto interesse naquilo que escrevo, de modo que isso me deixou feliz.
 
Como dizia meu ex-professor e mentor José Rubens Costa, se for para aceitar desculpa, ninguém erra. Então, não quero dar desculpa nenhuma para minha ausência. Foi um semestre de cão, com muito trabalho, mas agora acabou. Acho que nunca li tanto em tão pouco tempo, nem quando estava estudando para o concurso. Até aprendi uma nova técnica para fazer resumos, que compartilharei na próxima postagem.
 
Peço desculpas especiais aos candidatos do 26º Concurso para Procurador da República. Abandonei-os em um momento crucial. De todo modo, como eu já havia dito, como a banca mudou pouco do 25º para o 26º, pelo que vi da prova, acho que minhas dicas anteriores continuaram bastante válidas. E, como eu disse, o grupo 4 foi a bomba da vez.  
 
Para compensá-los por minha ausência nesse período, vou investir pesadamente na aprovação de meus leitores para a prova oral. Completaremos as dicas aqui do blog, que já comecei por ocasião da oral do 25º.
 
Também me comprometi, em parceria com o curso Verbo Jurídico, a dar um novo curso presencial de preparação para a prova oral, para os interessados. Ele acontecerá nos dias 20 e 21 de julho, em São Paulo, exatamente com a mesma proposta do anterior. Não quero me gabar, mas já me encontrei, no módulo que ministrei no curso de formação dos novos Procuradores da República, com todo os meus ex-alunos. A proposta continua sendo a realização de um atendimento diferenciado, com apenas 15 alunos na turma. O contato, para quem quiser se inscrever, é 51.81423797 e e-mail daniel@verbojuridico.com.br
 
Quem puder ir ao curso, será um prazer. Quem não puder, reafirmo, continuarei postando as dicas que puder aqui no blog.
 
Vamos juntos até a aprovação!