terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Ano novo, blog novo, livro novo!

Caros Amigos, 

estou de volta. Aliás, estamos todos. Passados os festejos de natal, reveillon, os excessos gastronômicos, as viagens, as chuvas, as férias, acabaram as desculpas para quem quer passar em concurso. 2011 será um ano especial para quem se dedica especialmente aos concursos de ponta, já que devemos ter concursos de alguns TRFs, pela criação de novas varas, e o MPF oficializou (finalmente!) o lançamento de seu concurso, cujo edital será publicado em fevereiro. 

O blog fará, então, uma concentração especial na prova do MPF. A primeira novidade é o lançamento do livro TEMAS APROFUNDADOS DO MPF, que já está em pré-lançamento no site da editora juspodivm. O livro, organizado por mim, reúne artigos de 31 Procuradores da República - são só Procuradores da República - tratando de temas da atividade cotidiana do MPF, absolutamente impossíveis de serem reunidos pelo concursando, exceto com muita dificuldade. São temas que vão de atribuições do MPF, direitos indígenas, quilombolas, feição institucional do Ministério Público brasileiro até direito penal internacional e improbidade administrativa. Tenho certeza que será um livro valiosíssimo para todos. Segue o link para o site da editora:

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal

Caros amigos,
sei que tenho andado meio sumido do blog, mas estou dedicando todo o meu tempo livre à redação de um livro com o qual pretendo auxiliar os interessados na aprovação do concorridíssimo concurso para Procurador da República, que será lançado no início do ano que vem. Em breve, trarei mais informações. Por ora, como ninguém é de ferro, recomendo a todos que aproveitem os festejos de Natal e Ano Novo para recarregar as energias e começar bem os estudos de 2011. 
Recebam o meu abraço!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Coleção absurdos jurídicos II

Continuando minha cruzada para a revelação dos absurdos jurídicos, vejam as leis relevantes que nosso congresso anda aprovando:
Este post é uma homonagem ao meu amigo Marcel, juiz federal naquela localidade. Por mais que pense, não consigo ver vantagem nenhuma em tramitar e aprovar uma lei federal que declare uma cidade capital nacional de algo, seja boné ou o que for.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Coleção absurdos jurídicos I

Caros amigos,

vida de concurso também tem suas vantagens. Como se estuda muito, se descobrem coisas novas, que podem fazer com que, em uma mesa de bar, ou em uma conversa com os amigos, você pareça uma pessoa legal e espirituosa, e não mais um estudante/profissional de direito que anda por aí (hehehe, brincadeira, claro, mas é que nós somos tidos como um pouco chatos).

Aí vai a primeira: crime de molestamento intencional de cetáceo. Se você vir um cetáceo na praia, por favor passe longe. Se você o molestar, por exemplo, chamando-o de gordo, ou mesmo de cetáceo, mas com dolo de molestar, cometerá o crime. Para quem duvida, aí vai a prova:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7643.htm
 



Se você souber de mais alguma, manda sugestões!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Concurso da Magistratura Federal: dicas para a segunda etapa - parte II

Se pudesse dar um chute, e é chute apenas, acho que há boas possibilidades de haver questões de direito ambiental nessa prova aberta do TRF4, uma vez que os problemas ambientais na região estão pipocando. Se houver alguém com intimidade com a matéria na banca, então, eu seria capaz de apostar mesmo!
Depois que você fez tudo isso, priorize a doutrina, em primeiro lugar, das áreas dos examinadores, em segundo lugar, das matérias que você sabe menos. 

E, além disso, treine, e treine bastante. O grande problema da segunda etapa é redação. Se você tiver uma boa redação, estará com meio caminho andado. E boa redação não é apenas redação correta, mas um estilo adequado à situação. E isso é muito difícil, especialmente para quem não tem experiência prática. É por isso que tantos assessores de juiz passam nos respectivos concursos. No meu concurso, de cabeça eu diria que algo em torno de 20% dos aprovados eram ou tinham sido assessores de juiz. Eles têm o estilo da redação da sentença. Se você não tem, terá que treinar. E, para fazer isso, leia sentenças já proferidas, e faça as suas. Só ler, não resolverá nada. Se quiser enviar suas sentenças para o e-mail blogedilsonvitorelli@gmail.com eu ficarei feliz em dar mais dicas.

Um abraço a todos.

domingo, 26 de setembro de 2010

Concurso da Magistratura Federal: dicas para a segunda etapa - parte I

Passada a primeira etapa da prova do TRF4, prova, aliás, paradigmática, uma vez que o concurso foi aberto com apenas uma vaga disponível, é hora de iniciar a preparação para a segunda, para aqueles que obtiveram notas compatíveis. As dicas que darei aqui, todavia, valem para todos os TRFs, não apenas o da 4ª Região.
 
Em primeiro lugar, se você ainda não está lendo os informativos do STF e STJ, e, preferencialmente do próprio tribunal também, você está morto. Tente aplicar uma respiração artificial em si mesmo, começando agora. Busque os informativos antigos, pelo menos dos anos de 2009 e 2010, e leia todos. Se você não fizer isso, não se incomode em ler o restante deste post. Todas as provas de Tribunais Regionais Federais que já vi foram substancialmente baseados em casos ou em teses que o TRF havia julgado recentemente. A prova de sentença penal do meu concurso no TRF4 – muito difícil – foi exatamente um caso de uma operação, julgado havia meses pelo tribunal, cuja sentença do juiz, com toda a dosimetria prontinha estava disponível na internet. 

Aproveitando o assunto, os TRFs cobram, em suas segundas etapas, elaboração de sentenças penais, com a dosimetria da pena completa. Isso é um problema, pois não se vai aprender em aulas, nem em acórdãos, a não ser que você dê a sorte de achar um réu absolvido em primeiro grau e condenado no Tribunal, o que obrigará o Desembargador a fazer a dosimetria completa.

Minha dica, então, é a seguinte: acesse o site do TRF4, que disponibiliza a íntegra não só dos acórdãos, mas também das sentenças, e leia a dosimetria realizada pelos juízes de primeiro grau. O link para o banco de sentenças da AJUFE é o seguinte: http://espiia.jfpr.gov.br/espiia/bancoajufe
 
O melhor livro que conheço na matéria é o do Ricardo Schimit, editado pela juspodivm. Todavia, ele é voltado para crimes da justiça estadual, de modo que é indispensável ler sentenças da Justiça Federal. Dois outros bons livros são o Leis penais especiais comentadas, do Nucci, e o Crimes Federais, do José Paulo Baltazar Júnior. Embora não tratam de dosimetria, eles analisam aqueles crimes para os quais a doutrina só dedica uma página, como crimes fiscais etc. Se tiver que escolher só um, fique com o Baltazar. Depois que você estiver mais afiado, pegue pelo menos a última prova e faça, como treino. Depois, dê para um amigo ou professor que seja juiz dar uma olhada (se quiser encaminhar para mim, pelo e-mail do blog, corrigirei com prazer). Na época de meu estudo fiz isso e a Professora Daniela Marques, da UFMG, que é juíza militar, me ajudou bastante. 

A terceira coisa a fazer, depois que você já leu os informativos, já estudou dosimetria da pena e já fez pelo menos uma sentença de treino, é conhecer os examinadores. O Google e o próprio site dos tribunais são os melhores amigos nessa hora. Veja em que matérias eles atuam, e quis julgam. Em meu concurso, o direito previdenciário pesou muito, pois o presidente da banca era o Des. Nefi Cordeiro, que era coordenador dos Juizados Especiais. Por outro lado, como não havia nenhum tributarista na banca, o direito tributário foi levíssimo. A partir desse mapeamento, leia as decisões ou textos dos examinadores.